Ainda relacionado com os programas de bicicletas gratuitas, nomeadamente com o Bicing e as queixas que esta iniciativa suscitou por parte das empresas a operar negócios de aluguer em Barcelona, foi publicado na BikeBiz n.º 15 um artigo de opinião pelo Michael McGettigan, um empresário do ramo:
É uma perspectiva interessante e importa perceber se estes efeitos negativos se verificam realmente. Repensei o caso, e acho que se as iniciativas tipo Bicing forem globalmente positivas para a causa do serviço público de transportes e para a causa de pôr mais gente a usar a bicicleta (sua ou pública) nas suas deslocações diárias, devem ser apoiadas sem constrangimentos. É um progresso (dos verdadeiros), e não pode ser impedido por interesses privados circunstanciais. As coisas mudam e evoluem. As empresas e as pessoas têm que se adaptar, mudar a sua área de actuação ou substituí-la por versões adaptadas às novas condições. Perdem-se empregos num lado mas criam-se noutro, e é assim que deve ser. Se a indústria automóvel tiver uma recessão (como deveria provavelmente ter) as pessoas e as empresas que serão afectadas serão contrabalançadas por outras pessoas e empresas que se dedicarão a novas oportunidades de negócio, nomeadamente relacionadas com outras formas de locomoção, como as bicicletas. 😉
