A bicicleta e a evolução dos humanos

Encontrei isto no blog do Tom Vanderbilt e achei curioso (remember, I majored in Biotechnology 😉 ), uma passagem do livro “The Limits to Travel” de David Metz, que traduzo:

Considerando tudo, as provas disponíveis sugerem que o Homem evoluiu para viajar por longas distâncias caminhando e correndo. À medida que foi desenvolvendo tecnologias, estas puderam ser exploradas para viajar para mais longe e mais depressa. Daí resultam as origens de muita da história e geografia da Humanidade que nós aprendemos na escola, e não de somenos importância, a predisposição das pessoas para migrarem de onde nasceram para outras cidades ou estranhos novos países em busca de uma vida melhor. Isto tem tido implicações para a nossa própria evolução. Steve Jones, professor de Genética na University College London (UCL), chamou a atenção para o facto de que se os antepassados de determinada pessoa vieram da mesma aldeia eles podem facilmente ter sido aparentados, mas isto é muito menos provável se eles nasceram a centenas de quilómetros um do outro. Na Oxfordshire do século 19, a distância média entre os lugares de nascimento de parceiros de matrimónio era menos de 15 km. Agora é mais de 50 km, e nos EUA é de várias centenas. Uma consequência deste aumento de mobilidade é que as populações do mundo estão a começar a fundir-se geneticamente. Steve Jones sugere que o evento mais importante na evolução humana recente foi a invenção da bicicleta.

Estatísticas do Vélib

Estatísticas do Vélib, publicadas na newsletter do serviço.

Será que o Vélib difere do Bicing na capacidade de promover um shift modal do automóvel particular para as bicicletas+TP?

Pelo que percebi de uma apresentação de um responsável do Bicing, na Lisboa E-Nova, o sistema de bikesharing não diminuiu o número de carros na cidade, ou seja, não conquistou clientes ao carro, mas sim aos transportes públicos colectivos, ao haver pessoas que os usavam e agora dependem só da bicicleta, e ao andar a pé. Serviu melhor os clientes dos TP, mas nada fez pelos congestionamentos, ocupação de espaço público, etc, e diminuiu a actividade “andar a pé”, que é saudável e importante.

Gostava de ver estudos disto sobre outros sistemas europeus e de outros continentes.