Muitas biclas na TV

Ontem à noite, ao zappar os vários telejornais, assisti a duas reportagens em que as protagonistas eram as bicicletas. 🙂

Na SIC falaram do “IV Encontro Bicicletas Antigas“, que decorreu ontem na Burinhosa, Leiria. Um evento organizado pelo grupo de BTT “Men In Bike”, teve a sua primeira edição a 25 de Julho de 2004, e contou com 27 participantes. Um ano depois, já com mais publicidade e apoio apareceram 64 bicicletas. O sucesso continuou na edição de 2006, com 94 participantes de todo o país. Quantos terão participado ontem? E será que alguém consegui gravar a reportagem na TV? UPDATE de 6/09/07: O Rui Rodrigues entretanto disse-me que o vídeo já está no YouTube. Aqui fica:

A iniciativa não parece ter site online, mas o poster, uma apresentação do evento e imagens de reportagens feitas do evento e publicadas em revistas, estão disponíveis em alguns fóruns, como o FórumBTT.

Na RTP1 passaram uma reportagem sobre o Porto Bike Tour, irmão do Norte do Lisboa Bike Tour, que teve este ano a sua primeira edição (em Lisboa começou no ano passado).

O que mais gostei nesta reportagem foi ver umas quantas bicicletas de handcycling. Pelos vistos, além das bicicletas duplas (ou tandem) para serem usadas por equipas de 2 pessoas, uma das quais é cega, que já foi bastante falado até na altura do evento em Lisboa, também houve pessoas com paralisia (ou outra condicionante da mobilidade) nas pernas a participar, com bicicletas de pedalar com os braços/mãos. Excelente! 🙂

De lembrar que o ano passado foi organizado no Algarve o I Campeonato Internacional de Handcycling , na Quinta do Lago, com a participação de 12 atletas, apenas 2 deles portugueses (e 1 sem deficiência!). Em Portugal esta modalidade ainda não é praticada a nível nacional, mas a ParaSport, uma associação sem fins lucrativos, está a tentar mudar isto. Já em 2007 decorreu o 3º Estágio de Handcycling, com cerca de 20 atletas a treinar a modalidade no Algarve. Estas bicicletas são uma alternativa para aqueles que não tenham mobilidade nas pernas, mas também se constitui como uma alternativa complementar às bicicletas normais, para quem não tenha limitações motoras nenhumas.

O maior entrave ao acesso mais generalizado a estas bicicletas adaptadas por parte das pessoas com deficiência será mesmo o seu elevado custo, na ordem de alguns milhares de euros… 🙁

Ciclistas: como impôr o espaço vital na estrada

Há dias encontrei online um produto que não sabia que existia e cujo conceito é similar a algo que eu e o Bruno já pensámos em inventar: uma cena para delimitar face aos automobilistas o espaço de ultrapassagem mínimo para passar um ciclista em segurança.

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Este modelo, vendido no Canadá, tem também o factor extra de visibilidade nocturna (mais detalhes aqui). É uma boa ideia e espero que algo assim venha a ser distribuído no mercado mais mainstream. Pessoalmente não gosto do facto de o tubo ser uma peça rígida, eu tinha imaginado algo que se dobrasse caso tocasse nalguma coisa ou em alguém, sem se partir e sem causar danos (os automobilistas não precisariam de saber isso, claro 😉 ). Ainda será um projecto DIY meu e do Bruno! 😉

Uma outra invenção que busca o mesmo efeito embora, na minha opinião, de uma forma menos “segura”, mesmo que mais tecnologicamente sofisticada, é o Sideline, um projector de “marca de ciclovia permanente” sugerido por Byron Loibl, um licenciado em design industrial nos EUA [via Dirt Rag].

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Quem já andou de bicicleta na estrada e teve carros a ultrapassá-lo sabe o quão importante é esta questão de impôr a distância de segurança…

II Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

A Cenas a Pedal vai estar presente na segunda edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente, a decorrer entre 25 e 29 de Julho, em Olhão, no Algarve.

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Na feira estarão representadas imensas áreas protegidas nacionais e algumas internacionais, diversas entidades (Câmaras Municipais, Universidades, Institutos, Agências,…), ONGAs (Organizações Não Governamentais de Ambiente), áreas protegidas regionais, associações e projectos, muitos produtores e artesãos,e algumas empresas, entre as quais a nossa.

A nossa participação insere-se no tema das alterações climáticas através dos velocípedes como opções de mobilidade sustentável. É a primeira feira em que participaremos cujo tema se aproxima realmente da nossa filosofia, pelo que estamos muito contentes. 🙂

A feira decorre entre as 18h e as 24h durante os quatro dias. Paralelamente à feira irá decorrer a “Exposição Design for Future 07 – Reciclagem do Sentido“, e no dia 27 o Seminário do Algarve sobre Alterações Climáticas. Segundo a organização haverá ainda animação e espectáculos entre as 20h e as 23h.

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Para quem estiver no Algarve nessa altura é uma boa opção para ocupar um fim de tarde e noite. 😉

Massa crítica cultural II: Pret a Rouler

Uma das minhas “maiores” preocupações, e penso que será também a de muitos outros, é a roupa a usar quando me desloco de bicicleta. As calças tocam ou prendem-se na corrente e outras partes das bicicletas, quando ando na B’twin fico sempre com os sapatos (principalmente) e as pernas até ao joelho cheios de pintas pretas, penso que serão da borracha dos travões da roda dianteira. Depois há também as questões do efeito “helmet head”, ou a possibilidade de usar saias ou sapatos tipo chinelos ou de saltos altos (not my case :-P). A questão da visibilidade à noite e que acessórios reflectores usar é muito importante. Pessoalmente, detesto usar o colete XXL que comprei a mais quando entrou em vigor a obrigatoriedade de os ter no carro. Pareço o “homem do lixo”. 😛

Isto tudo para dizer que a “moda da bicicleta” para pegar tem que ver “tratadas” as questões mais superficiais, talvez, do estilo. Isso passa por ter opções de vestuário e acessórios que compatibilizem o uso da bicicleta com uma imagem adequada em termos profissionais ou sociais.

Numa scene em que há já muita gente a optar pela bicicleta e a integrá-la na sua vida quotidiana, como em Londres, um evento como o Pret a Rouler (uma brincadeira com o Pret a Porter convencional) surge naturalmente.

Este evento, que teve lugar a 21 de Junho de 2007, em Londres, procurou mostrar talentos inovadores, excepcionais, e as suas propostas de roupa para usar com bicicleta. Uma experiência multimédia e interactiva, e onde os manequins aparecem em ou com bicicletas. 🙂

Segundo a organização, o porquê deste evento prende-se com o facto de Londres ser uma cidade do mundo, e sem dúvida uma cidade com estilo; e no entanto há uma lacuna assinalável de vestuário urbano funcional para o uso com bicicleta que não sacrifique o estilo. Os bicicletistas urbanos entram e saem de situações sociais, ora saltam para a bicicleta ora desmontam dela, ora estão no escritório ora saem, encontram-se com amigos, saem depois do trabalho, etc. Licra, fatos especiais fosforescentes, não servem. “O que vestir” é um problema para o público, e há a ideia de que “andar de bicicleta é óptimo se não tem que se ir para o escritório” implicando que não se pode chegar bem, apresentável, se viajarmos de bicicleta. A organização achou que há uma falha no mercado e nos guarda-roupas e por isso pediu a designers talentosos que desenhassem a sua “roupa de sonho para bicicleta”. Os resultados foram apresentados no Pret a Rouler:

Uma ideia interessante são os tweeds reflectores da Dashing Tweeds. Cá em Portugal duvido que haja gente para vestir isto, mas em londres é capaz de ser simplesmente in. 😉

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O fato tem incorporado com a lã uma fibra que, sob iluminação nocturna, brilha, oferecendo uma solução estilosa para o peão ou bicicletista. Fixe, não é? 🙂

E depois há outras ideias mais “arrojadas”, como a tanga reflectora. 😛

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Será que um dia o Moda Lisboa terá uma “secção” dedicada à moda a pedal? 😉

Genius no RedDot online

Finalmente, já estão online os vencedores do RedDot Design Award 2007. A Mobiky Genius ganhou este prémio na categoria “transportes”, lembram-se? 🙂

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Já sabia que esta bicicleta era feita de alumínio reciclado, mas agora sei também que a Mobiky é: feita de alumínio (80 %) e aço inoxidável (10 %) e, logo, 90 % reciclável. (Almost) full circle. 🙂 Só falta vir aí a era dos bioplásticos para se poder completar o ciclo. 😉