Cenas de uma tarde de sol, sobre rodas

No sábado esteve um belíssimo dia de sol no Jamor, até apanhámos um escaldãozito na cara, esquecemo-nos de ir preparados com protector solar. :-/ Muitas famílias, muito pessoal do BTT, muitos atletas de hóquei (o torneio que estava a decorrer) e de canoagem, logo ali ao pé.

Campo de jogo Rotunda

No nosso spot tínhamos 4 karts KMX e, como sempre, foram muito procurados. 😀

Talking Trânsito

O spotÉ giro, até os adultos ficam com aquele ar de criança que descobriu uma nova brincadeira, o “recumbent grin“, eheheh! Também divulgámos a Mobiky e a Xtracycle junto de alguns interessados. Um senhor até a experimentou, equipada com Wideloaders, carregada com umas caixas cheias de papel, e a filha sentada atrás, no Snapdeck, a apanhar boleia. Muito fixe. 🙂

Test drive da Xtracycle Test drive da Xtracycle

À boleia
Como há meninos pequeninos que querem andar mas ainda não chegam aos pedais num K, uma solução comum é a criança andar à boleia de um adulto. 🙂 Tem funcionado bem, os miúdos adoram e só nesta tarde devemos ter tido uns 6 casos destes. Ainda não pude confirmar, mas espero que um dos novos modelos da KMX para 2008, o Storm, dê para crianças mais pequenas que os 6 anos do actual K.

Todos os outros fazem corridas, slaloms, etc. Para cá e para lá, na “pista”:

Os KMX têm sempre uma procura louca, eheheh A "pista"

Também foi bom receber a visita de alguns amigos, que foram aproveitar para ver e experimentar as nossas “máquinas”, e conversar um bocadinho, no meio da agitação. 🙂

Mais tarde vem um videozito, está em edição. 😉

Ciclovia

Em Bogotá, Colômbia, todos os domingos, entre as 7h e as 14h, são “dias sem carros”. Uma enorme parte da cidade (100 km de ruas) é interdita ao trânsito automóvel e aberta às pessoas (2 milhões) para andarem de bicicleta, a pé, fazerem jogging, passearem e brincarem com os filhos, conviverem com a família e com as outras pessoas. Além da “Ciclovia” há a “Recreovia“, onde 20 palcos com actividades desportivas gratuitas animam a cidade e as pessoas. 🙂 Há quiosques de comida e de reparação de bicicletas. Tudo é mantido pelas equipas Bikewatch (estilo Baywatch, mas para a cidade). 🙂

Mais sobre Bogotá neste post, com um vídeo imperdível.

Respirar em Paris

Os parisienses têm acesso a 314 km de ciclovias dentro de Paris e 23 km em duas matas próximas. Ao mesmo tempo, operações temporárias para parar o tráfego em algumas ruas são continuadas. Estas ruas são reservadas aos Domingos e feriados públicos para os peões, ciclistas e patinadores. A iniciativa tem o nome de “Paris Respira“.

A primeira fase do plano de uso da bicicleta focou-se nos eixos principais da capital, e uma rede mais racional foi estabelecida usando um itinerário Norte-Sul e outro Este-Oeste. Foi tudo estudado por uma comissão não-camarária de representantes eleitos, técnicos e associações. Inclui ligações de atalho e uma rede de vizinhança para unir distritos.

[Fonte]

E por cá, quando será que tomam medidas para que Lisboa respire, e para que haja gente a respirar em Lisboa?…

O Mexa-se na Marginal 2007 foi assim

Não se encontra muitos comentários do evento na blogosfera (ou mesmo na mais vasta “webosfera”), mas aqui fica um vídeo ilustrativo. Chamo especial atenção para o ponto de transição para a abertura ao trânsito automóvel. O mesmo momento identificado num vídeo de um evento similar no Rio de Janeiro (Brasil) que referi há uns tempos atrás

Imaginem que, tal como os automobilistas, os peões e ciclistas também tinham uma via só para eles, contínua, à beira-mar/rio, desde Cascais até ao Parque das Nações e mais além. Mais que um sonho, isto parece-me um direito!…

Bicicletas sobre carris

O Bruno enviou-me uma imagem de um projecto de “rail bike” e isso levou-me a procurar mais disto. Encontrei uma série de cenas destas, reais! 🙂

railbikes.jpg

Fontes: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

A última moda em Portugal tem sido converter os ramais ferroviários desactivados da REFER em ecopistas (uma excelente ideia!), mas um projecto turístico de “bicicletas ferroviárias” deste tipo talvez tivesse o seu interesse também, em algumas zonas mais “turísticas”, por exemplo. Se bem que uma ecopista é muito mais versátil e permite a utilização do troço por muito mais gente em simultâneo. Fica a ideia, de qualquer modo. 😉