Estatísticas do Vélib

Estatísticas do Vélib, publicadas na newsletter do serviço.

Será que o Vélib difere do Bicing na capacidade de promover um shift modal do automóvel particular para as bicicletas+TP?

Pelo que percebi de uma apresentação de um responsável do Bicing, na Lisboa E-Nova, o sistema de bikesharing não diminuiu o número de carros na cidade, ou seja, não conquistou clientes ao carro, mas sim aos transportes públicos colectivos, ao haver pessoas que os usavam e agora dependem só da bicicleta, e ao andar a pé. Serviu melhor os clientes dos TP, mas nada fez pelos congestionamentos, ocupação de espaço público, etc, e diminuiu a actividade “andar a pé”, que é saudável e importante.

Gostava de ver estudos disto sobre outros sistemas europeus e de outros continentes.

Franceses pedem bailout para as bicicletas

A indústria francesa das bicicletas está em crise, como o resto do mundo, e decidiram pedir ao Governo apoios semelhantes aos concedidos à indústria automóvel. Pedem ainda uma diminuição do IVA nas bicicletas (cá também já houve quem pedisse, tal como em Itália) e que as dos sistemas de bikesharing tipo Vélib sejam feitas nas fábricas francesas (muitas das Vélib são feitas pela Órbita, em Portugal)

«Criou bicicleta que produz electricidade»

A história de… Nuno Fernandes, inventor [Artigo no Jornal de Notícias de 09/06/2009.]

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Em Outubro de 2008 terminou a última invenção. Uma bicicleta ecológica capaz de produzir energia. Uma bicicleta antiga, ferros, um voltímetro, um velocímetro, fusíveis e tantos outros materiais reaproveitados transformaram o simples acto de pedalar em energia com capacidade para acender candeeiros, televisões ou carregar telemóveis. Demorou cerca de dois meses a concluí-la. Dedicava-lhe “dias, noites, fins-de-semana. Todos os tempos livres que tinha”.

“Escolhi a bicicleta porque isto acaba por ter dois efeitos: serve para fazer exercício e beneficia o ambiente, porque é uma forma de poupar alguma energia.”

Ao olhar para a cadela, no jardim, afirma a sorrir que foi ela que o fez criar a bicicleta. “Quando ela era pequenina, ficava sozinha e para não ter medo criei um sistema de lâmpadas. Mas para não gastar muita electricidade, lembrei-me de usar baterias. A bicicleta foi uma forma de as carregar”.

O material que não conseguiu aproveitar, comprou. Ao todo, gastou cerca de 200 euros. Em troca, poupa na factura da electricidade.”Os ginásios podiam adoptar este tipo de soluções. Todas as máquinas têm movimento e era só aproveitá-lo para produzir energia. Já servia, pelo menos, para a iluminação”.

O registo desta patente é uma hipótese que não afasta. No entanto, “há algumas variantes deste tipo de equipamento”, afirma. “Quando a fiz pensei que fosse única, mas não. A maneira como está concebida é que é nova”. acrescenta.

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